2026
“Há que considerar a “vida”, o valor supremo, acima do qual só o gerador de toda a vida, aquele ser que se faz ser todos os seres. Os cientistas, especialmente o maior deles que se ocupou com o tema da vida, o russo-belga Ilya Prigogine afirmou: podemos conhecer as condições físico-químico-ecológicas que permitiram o irromper a vida há 3,8 bilhões de anos. O que ela seja, no entanto, permanece um mistério. Mas se não podemos compreender o que é a vida, podemos, no entanto, conferi-lhe um sentido. O sentido da vida é viver, simplesmente viver, mesmo na mais humílima condição. Viver é realizar, a cada momento, a celebração desse evento misterioso do universo que pulsa em nós e quiçá em muitas outras partes do universo. A vida é sempre uma vida com e uma vida para. Vida com outras vidas, com vidas humanas, da natureza e com vidas que por acaso existirem no universo... A nossa vida se dá sempre no tempo. Que é o tempo? Ninguém soube até hoje defini-lo nem os mais argutos pensadores como Santo Agostinho e Martin Heidegger. Por minha parte ousaria dizer: o tempo é a espera daquilo que pode vir a acontecer. Essa espera é a nossa abertura, capaz de acolher o que pode vir. Esse hiato seria o tempo...” (Boff, Leonardo. Pensar o impensável - a vida e o tempo - 10/12/2025 - 1/2 - A Terra é Redonda.)
O Centro de Documentação e Memória (Espaço Multidisciplinar Silveira Martins) inspirado nas palavras de Leonardo Boff (2025) deseja a todas e todos uma vida cheia de celebrações e que o 2026 possa nos ajudar a aceitar com mais ousadia que “a vida é inteira, mas incompleta. É inteira porque dentro dela está tudo: o real e o potencial. Mas é incompleta porque o potencial, ainda no espaço-tempo, não se fez real.” (Leonardo Boff).



